No domingo passado (07.06.2009), estávamos conversando na igreja sobre a “Igreja Orgânica”, ou seja uma igreja que exala vida, que existe muito além do mecanicismo gerado pelas programações e um dos aspectos importantes da nossa conversa foi em torno da seguinte afirmação: A sua visão de Igreja, mostrará o seu envolvimento com ela.
Baseado em quê eu faço essa afirmação? Bom, exitem alguns exemplos que verifiquei ao longo da experiência cristã que mostram isso:
“IGREJA É INSTITUIÇÃO”
Para essas pessoas a igreja é um local onde os cargos possuem importância. A dinâmica da fé acontece na medida em que ela conquista cargos nessa instituição. A realização pessoal é via autoridade e respeito conquistado a partir dos títulos. Sempre motivado a ser mais dentro da instituição.
“IGREJA É UM LUGAR ONDE ME SINTO BEM”
Para esses, a igreja é um oásis no meio do deserto, apenas para aproveitar e desfrutar dos benefícios. Não podemos jamais contar com essas pessoas, porque afinal de contas elas são turistas que desfrutam do melhor, sem nenhuma responsabilidade ou comprometimento. Não existe dinâmica da fé,
apenas flashes de prazer, doses de serotonina que geram aquele sentimento de bem estar e sair feliz ao final do encontro.
“IGREJA É A CASA DE DEUS”
Os que possuem essa visão, olham para a igreja como o lugar de encontrar a Deus. Onde a semana passa, sem nenhum relacionamento com ele. E os outros seis dias? Essa pergunta foi muito bem respondida pelo escritor Paul Stevens e que também foi o título de seu livro. A igreja para os que a definem assim é um local que deve ser protegido do mundo, do mau e da cultura.
“EU SOU A IGREJA”
Voltando ao título desse texto: visão e envolvimento. A forma como você define a igreja é a forma que você se envolve com ela. Deixe-me falar um pouco de como eu vejo a igreja e certamente serei muito injusto neste momento porque essa visão é um mosaico de idéias de várias pessoas que influenciaram e influenciam minha vida. E ao falar sobre isso, não significa que eu viva essa igreja plenamente, algumas vezes é um ideal, um sonho, mas também um exercício, um desafio, um alvo para vivê-la.
Eu sou a igreja e vendo a igreja em mim, desejo amá-la como me amo e sou amado. Vejo a igreja como aglomerado de imperfeição, peregrinos marcados por histórias, seguindo a sua história e marcado histórias como sinal do Reino de Deus na sociedade.
Igreja é gente contagiante, que fala daquilo que se está cheio e derrama sobre outras vidas esperança e missão, privilégio e responsabilidade, graça e perdão, aceitação e confrontamento. Igreja é vida, é organismo dinâmico, que infiltra de forma subversiva o fermento da transformação, que muda significativamente as estruturas mais profundas do ser humano, mente e coração são influenciados por esse fermento.
Igreja é onde minhas dúvidas e certezas são constantemente, sanadas e alteradas pela dinâmica do Espírito Santo, sempre ampliando e equacionando minha visão de Deus.
Igreja é lágrima e sorriso que se fundem em vidas, sedentas por transformação, inconformados com as mazelas do homem em busca da semelhança com Cristo.
Deus é Gracioso, a igreja deve ser Graciosa
Pr. Gustavo Bacha
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